Música Recomendada => "Morbid Angel - Chapel Of Ghouls"
E lá estava Alisa. De frente para uma muralha imensa no subterrâneo de São Petersburgo, tão grande que ela nunca imaginaria que algo assim fosse sequer possível. Aquilo parecia proteger algum tipo de castelo subterrâneo ou algo como um enorme abrigo, cujo o qual Alisa não sabia distinguir. O cheiro de podridão, sangue e ferrugem que saiam daquele portão era uma mistura no mínimo grotesca e se tornava cada vez mais aterrador para Alisa, que já imaginava que seu sangue seria mais um a completar aquele cheiro horrível.
Ao chegar perto daquele portão grotesco, que parecia que seus mecanismos nem funcionariam mais, devido ao péssimo estado, ele se abre sem ranger, como se seu mecanismo de abertura estivesse intacto e novo. Adentratam aquela imensa estrutura, que dava em um corredor iluminado por tochas, ao estilo de um coliseu. Assim que o portão se fechou, eles soltaram as cordas de Alisa e deixaram ela seguir adiante sem as cordas amarrando seus pulsos e tornoselos.
- Não vai adiantar correr. Agora que fecharam os portões só resta a você esperar até o Jack chegar. Sem contar que é mais seguro você ficar aqui com a gente do que tentar fugir. Tem coisas aqui que até a gente tem receio de chegar perto... - Disse Diabol, alertando a Alisa
- Ah, é? E o que vocês tem receio, por exemplo? - Pergunta Alisa, enquanto eles passam por um corredor com grades.
- Olhe pra esquerda, pra ser mais exato para AQUELA cela - Diabol aponta
- O que que te... - Alisa para de falar depois que olha a cela. Era um ser abominável. Era tão medonho que não poderia saber se era humano ou algum animal.
- Aquela COISINHA alí é um dos experimentos do Jack Frost. Isso é um dos primeiros experimentos com DNA que ele tentou hoje. Mas não se preocupa não, no final do dia ele vai ser descartado que nem todos os outros. - Diabol fala, enquanto Alisa olha horrorizada para as criaturas medonhas.
- Esses daí são inofensivos. o único que realmente pode trazer problemas é aquele dalí ó - Aponta o outro ajudante de Diabol, que outrora arrastara Alisa pelas pernas.
Alisa só consegue ver uma carcaça de metal com alguns dispositivos moldados em carne humana, como se fossem receber algum animal. Por que aquilo poderia causar problemas, Alisa não sabia, mas que aquilo era mais medonho do que qualquer coisa que ela já encontrara até agora era uma certeza absoluta para Alisa, que começou a ficar com enjôo só de observar aquilo.
"O que esse cara quer comigo, afinal? E que TROÇO é esse que ele guarda aqui??? Prefiro até não imaginar pra que aquilo serve, e não quero descobrir..." - Pensou Alisa.
- Ao invés de ficar olhando ai, trata de andar, o Jack te espera. - Diz Diabol, enquanto o outro ajudante dá um tranco em Alisa pra ela continuar andando.
Eles continuam a caminhar, até chegarem em um local branco, que muito se assemelhava a um hospital. Ao adentrar naquele lugar, Alisa pode identificar que eram várias salas com pessoas como se estivessem confinadas àquele local, totalmente amarradas em macas e com mordaças de couro em suas bocas, com se algum destino horrendo estivesse prestes a acontecer com elas. Eles então param de frente a uma grande porta de vidro fosco e então esta se abre, revelando uma enorme sala de operações, com um homem de 1,75m com seu corpo completamente degenerado e seus membros superiores e inferiores trocados por máquinas. Seus braços eram duas metralhadoras anti-tanques e este, que outrora foi bípede, agora se tornou quadrúpede, com patas mecânicas de aranha. Ao deparar com aquele ser horrendo, Alisa imediatamente desmaia, tendo que ser carregada pelos dois até Jack.
Assim que Alisa acorda, ela se vê completamente amarrada e presa em uma maca, como ela tinha visto os outros prisioneiros, porém sem a mordaça. Ao tentar inutilmente se libertar de qualquer forma daquelas amarras presas em fivelas, ela avista um homem de cabelos grisalhos, bastante musculoso de aparência rígida e com aproximadamente 2,15m de altura, observando-a de longe.
- ME TIRA DAQUI!!! SOCORRO!!! ALGUÉM ME AJUDA!!! VOCÊ! O QUE VOCÊ QUER COMIGO, DESGRAÇADO??? - Grita Alisa
- Minha cara, não adianta gritar, ninguém vai te ouvir ou socorrer. Por que você não mantém a calma e conversamos normalmente? - Diz o homem com uma expressão jovial
- CALMA? COMO VOCÊ QUER QUE EU MANTENHA A CALMA SE VOCÊ VAI ME TRANSFORMAR NUMA DAQUELAS COISAS HORRENDAS QUE EU VÍ ATÉ CHEGAR AQUI??? E QUE DIABOS DE LUGAR É ESSE? - Alisa não para de gritar, histérica
- Alisa, Se você soubesse o que é isso para a ciência, você estaria satisfeita... - Continua o homem, com uma expressão sorridente no rosto
- Algumas vidas tem que ser sacrificadas pelo bem da ciência, não acha? Se bem que, ao invés de usar animais, eu uso seres humanos. Eles tem trago melhores resultados para minhas pesquisas... Além do mais, pobres animaizinhos, eles não tinham culpa de nada... e eu não poderia realizar um estudo neural tão avançado, complexo, estruturado e com resultados tão satisfatórios como os que eu tenho agora... - O sorriso daquele homem ficara perturbador para Alisa enquanto ele parecia se vangloriar do que fazia - Portanto, isto não é carnificina, é tudo pelo bem da ciência.
- COMO PODE MATAR SERES HUMANOS E USÁ-LOS COMO COBAIAS! SEU MANÍACO LUNÁTICO!!! - Grita Alisa, cada vez mais desesperada
- Louco, Lunático, Maníaco... todas são palavras muito pejorativas, Alisa. Eu prefiro dizer que sou um gênio incompreendido... - O homem fica com uma ligeira tristeza no rosto, mas logo em seguida se recompõe - além do mais, quem mais traria o bem do misto de um humano com uma máquina para a ciência humana? Este foi um dos maiores sonhos do ser humano! O ciborgue se tornou real!!! E EU, JACK FROST, CRIAREI O CIBORGUE PERFEITO!!! A SUPREMA MÁQUINA DE GUERRA!!!
- SEU DOENTE!!! VOCÊ É UM ASSASSINO DOENTE E NÃO UM GÊNIO CIENTISTA!!! COMO VOCÊ PODE ACREDITAR QUE A CIÊNCIA ESTÁ A SEU FAVOR??? ISSO NÃO É CIÊNCIA, É ASSASSINATO!!!
- Minha cara, não sou um gênio ao poder da ciência. Sou a personificação da ciência ao poder de um gênio. E o que restou deste mundo inteiro há de conhecer meu nome... Mas antes, Hei de criar minha máquina perfeita. E eis que me surge você, Alisa, como uma voluntária para este bem milenar que é a ciência. Você será a máquina perfeita! a primeira de uma geração!!!
- EU NÃO SOU SUA VOLUNTÁRIA, SEU DESGRAÇADO!!! EU NÃO VOU SER FRUTO DE UMA DE SUAS INSANIDADES!!! - Grita Alisa, desesperada
- Então por que está aqui comigo? Não fique acanhada, agora que você está na "sala do nascimento" você será minha nova rainha! Em breve nos falaremos novamente, minha futura... AHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!! - E assim, Jack sai, deixando Alisa presa naquela maca.
- VOLTE AQUI, DESGRAÇADO!!! EU NÃO VOU SER SUA EXPERIÊNCIA!!! EU VOU TE MATAR QUANDO SAIR DAQUI!!! EU JURO!!! EU... eu... - Alisa começa a chorar freneticamente enquanto Jack se retira da sala.
Nada poderia ser pior para Alisa do que estar ali, e ela não conseguia imaginar o que Jack tinha em mente para ela. Será que aquela carcaça medonha que ela viu ao entrar seria o destino de seu novo corpo? A cada vez que vinha esse pensamento em sua cabeça, Alisa chorava mais e mais, até o ponto de perder todas as forças e desmaiar mais uma vez...
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